O período de convenções começou em 20 de julho e encerra em 5 de agosto. Na disputa pela Presidência da República, cinco candidaturas já foram oficializadas. Este painel acompanha o estado de cada candidatura.


Candidaturas já oficializadas

Flávio Bolsonaro (PL) Convenção nacional realizada em 25 de julho, na Arena Pacaembu, em São Paulo. O senador pelo Rio de Janeiro foi lançado com o apoio explícito do pai, Jair Bolsonaro, através de um vídeo gerado por inteligência artificial exibido durante o evento, peça que já gerou ação no TSE e é hoje o centro de uma das maiores controvérsias jurídicas do período eleitoral. A presença do presidente argentino Javier Milei no palanque acrescentou uma segunda frente de investigação. Vice ainda não anunciado.

Ronaldo Caiado (PSD) Convenção nacional realizada em 26 de julho, em São Paulo. O ex-governador de Goiás foi lançado numa chapa puro-sangue com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como vice. É a primeira vez na história do PSD, fundado em 2011, que a legenda lança candidato próprio à Presidência. Caiado posicionou o discurso de lançamento atacando tanto o PT quanto o bolsonarismo, apostando num eleitorado de centro-direita que ainda não está consolidado em torno de Flávio. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi anunciado como presença no evento mas faltou à cerimônia.

Romeu Zema (Novo) Convenção nacional realizada em 27 de julho, em Brasília, de forma virtual. O ex-governador de Minas Gerais, que renunciou ao cargo em março para viabilizar a candidatura, foi oficializado sem vice definido. O partido tem até 5 de agosto para completar a chapa. Zema sinalizou interesse em Joaquim Barbosa, mas o ex-ministro do STF comunicou ao Democracia Cristã que não seria mais pré-candidato. A negociação com o Podemos para indicar o vice também não avançou. Nas pesquisas, Zema aparece tecnicamente empatado na terceira posição com Caiado e Renan Santos, em torno de 3%.

Samara Martins (Unidade Popular) Candidatura formalizada ainda na primeira semana de convenções. A UP lança candidatura própria à esquerda, independente da Federação Brasil da Esperança.

Túlio Lopes (PCB) Convenção nacional realizada em 25 de julho. O PCB mantém candidatura presidencial própria, fora do campo de apoio ao PT.

Candidaturas com convenção marcada

Lula (PT) Convenção nacional marcada para 2 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. A campanha planejou um evento de mobilização em escala diferente do modelo adotado em 2022, quando a homologação ocorreu numa sala de hotel sem a presença do presidente. O PT pretende transformar o ato em demonstração de força antes do início oficial da campanha, marcado para 16 de agosto. O vice Geraldo Alckmin será oficializado pelo PSB na convenção do partido, prevista para amanhã, 29 de julho, em Brasília — com a presença de Lula.

PSB — Alckmin como vice de Lula Convenção marcada para 29 de julho, no Complexo Brasil 21, em Brasília. O ato oficializa Geraldo Alckmin na chapa, repetindo a composição vitoriosa de 2022.


Partidos que definiram apoio sem candidatura própria

PDT — Convenção nacional realizada em 20 de julho, primeiro dia do prazo. O partido formalizou apoio à reeleição de Lula com a presença do presidente no evento.

MDB — Convenção nacional realizada em 27 de julho. Decisão pela neutralidade: os diretórios estaduais ficam livres para apoiar o candidato que preferirem. Lula tentou atrair o partido para sua coligação, mas não houve acordo. A saída reflete a divisão interna do MDB entre estados do Nordeste, mais alinhados ao governo, e o Centro-Sul, onde há resistência ao PT.


O que ainda falta

PartidoSituaçãoPrazo
NovoVice de Zema indefinidoAté 5/ago
PTConvenção nacional marcada2/ago
PSBConvenção para oficializar Alckmin como vice29/jul
PCdoBConvenção nacional marcada30/jul
PSTUConvenção nacional marcada31/jul
PVConvenção nacional marcada31/jul
PCOConvenção nacional marcada1/ago

O mapa da disputa até aqui

Com cinco dias de convenções concluídos, o campo da direita está mais adiantado em termos de formalizações, mas mais fragmentado em termos políticos. Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema disputam o mesmo eleitorado sem nenhum acordo de segundo turno firmado. No campo da esquerda e centro-esquerda, Lula ainda não foi oficializado, mas a arquitetura da coligação já está desenhada: PDT apoiando, MDB neutro, PSB fornecendo o vice.

O próximo dado relevante chega amanhã, com a convenção do PSB.


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